EUA: Pais defendem CP escolar, estudantes protestam
Atualizado: há 2 dias
Em meu antigo blog eu publiquei vários artigos sobre a prevalência do castigo corporal escolar nos EUA, permitido em vários estados, e a atitude dúbia dos pais, que chegam a dar autorização por escrito para que seus filhos sejam punidos com o paddle, e depois ficam chocados quando eles(as) chegam em casa com hematomas nas nádegas. Em certas localidades, o castigo corporal chegou a ser abolido, mas depois foi reintroduzido com o apoio das famílias locais.
Descobri esse artigo bem interessante, imparcial por mostrar tanto a postura dos pais, quanto a dos estudantes, que realizaram uma demonstração pública contra os castigos (bom!)
Dakota Russell, de 35 anos, tem duas filhas, de 8 e 6 anos, que frequentam a escola no Distrito Escolar Cassville R-IV, localizado no sudoeste do Missouri.

"Eu simplesmente não acho que elas sejam tão disciplinados quanto costumavam ser, e acredito que é uma prioridade para os pais não serem os melhores amigos dos filhos. Eu amo minhas filhas e estou aqui para ser amigo deles, mas também estou aqui para orientá-las, guiá-las e ensiná-las a distinguir o certo do errado — e a entender que, se fizerem algo errado, haverá consequências"
Mas a garotada tem outras opiniões. Kalia Miller, de 17 anos, faz campanha contra:

"Criamos essa organização para combater essa política, bem como algumas outras que consideramos abusivas, arcaicas e retrógradas em nossas escolas"
Audrey Goutney, de 17 anos, também estuda na Cassville High School e argumenta que a nova política disciplinar é contrária à ideia de que "a escola deve ser um lugar seguro para os alunos". Moore concorda, acrescentando que "os jovens podem estar sofrendo abusos e agressões em casa ou enfrentando problemas de automutilação".
O pessoal da escola dela fez passeata:


Já Gabe Moore, o irmão gêmeo de Annie, esse garoto aí,aponta outro aspecto, bem mais sensível, para condenar os castigos corporais escolares:

"Uma grande parcela de mulheres, especialmente em nossa faixa etária, está sofrendo agressão sexual. O fato de bastarem duas pessoas na sala significa que pode haver dois homens ali observando você levar palmadas no bumbum — isso é tão constrangedor. É muito triste ver que mulheres hoje em dia podem realmente passar por isso, tratando-se de um conceito tão ultrapassado que eu, pessoalmente, jamais imaginei que veria retornar. É algo que entristece, causa náuseas e provoca repulsa"
"Fico feliz que meus pais não tenham optado por incluir nem a mim nem a minha irmã", acrescentou Gabe Moore. "Eu ficaria mais preocupado com a minha irmã do que comigo mesmo."
Grande garoto!


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